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Placa bacteriana: como ela se torna o tártaro?



O surgimento da placa bacteriana revestindo os dentes não é condição ideal da saúde bucal. Para se ter uma saúde bucal é preciso avaliar a presença dessa placa e avaliar os seus detalhes.

Deve-se notar que a placa bacteriana é uma película que se forma nos dentes diariamente. Esta película é originada por bactérias que se alojam na cavidade oral após nos alimentarmos. Ou seja, após a ingestão de qualquer tipo de alimento, os microrganismos iniciam sua aderência aos dentes para se multiplicarem, iniciando então a formação da película.

As bactérias afetam de maneira negativa a saúde bucal. É importante saber que a placa bacteriana é uma das principais causas das infecções orais mais comuns já registradas pelos profissionais, seguidas de cárie dentária e de doença periodontal.

Os microrganismos que colonizam a boca mostram predileção clara por determinadas regiões: alguns preferem a superfície da língua, outros, das gengivas ou dos dentes. Por exemplo, a bactéria Streptococcus mutans, que se alimenta de açúcar, a partir do qual libera ácido lático, que consequentemente destrói o esmalte e provoca as cáries, vive exclusivamente na superfície dentária.  

A origem das bactérias em nossa boca

O ecossistema bacteriano da nossa cavidade bucal é formado ao longo dos anos, desde que nascemos.

Entre as bactérias existem estreptococos, lactobacilos, estafilococos, e vários anaeróbios. A cavidade oral do bebé recém-nascido não contém bactérias, mas torna-se rapidamente colonizada logo após a primeira inspiração de ar, principalmente por bactérias como a streptococcus salivarius.

Com o aparecimento dos dentes, durante o primeiro ano, a colonização por streptococcus mutans e streptococcus sanguinis ocorre uma vez que estes organismos colonizam a superfície dental e a gengiva. Outros estreptococos aderem fortemente às gengivas e bochechas, mas não nos dentes. A gengiva (estrutura de suporte dos dentes) fornece um habitat para uma variedade de espécies anaeróbias. Bacteróides e espiroquetas colonizam a boca próximo a fase da puberdade.

Nossos hábitos também influenciam o tipo e a quantidade de bactérias presentes em nossa cavidade bucal. Por exemplo, bocejar, roer as unhas ou beijar são hábitos que alteram a  flora bacteriana.

A flora bucal de cada pessoa é única. Além dos fatores externos como o meio ambiente que nos cerca, a genética também intervém na flora bucal. As bactérias orais, especialmente as que estão sob as gengivas, criam uma impressão digital em nossa boca que nos permite inclusive identificar a origem étnica de cada um.

O que é flora bacteriana?

Flora bacteriana é o conjunto de bactérias que habita uma parte do nosso corpo.

Na cavidade bucal estão presentes vários fungos e bactérias. Estes microrganismos são conhecidos por flora bucal e que serão responsáveis por constituir nossa ecossistema oral, desenvolvendo a criação do biofilme. Este biofilme é uma película de sedimento suave e pegajoso que se deposita nos dentes.

Estas bactérias se alimentam de açúcares e restos de alimentos que permanecem na boca. As bactérias de uma flora equilibrada ajudam a manter o bom funcionamento da boca e a saúde dos seus dentes e gengivas, pois combatem numerosos ataques externos e contribuem à pré-digestão dos alimentos.

A origem da placa bacteriana

A placa bacteriana (biofilme dental) é uma película pegajosa de bactérias que se forma constantemente em nossos dentes e ao longo da margem gengival. A placa contém bactérias que causam cárie e doença periodontal, e se ela não for removida durante a escovação, pode endurecer (calcificar), transformando-se em cálculo, também chamado de tártaro.

O biofilme é constituído de acúmulos bacterianos e constituintes salivares, com um contínuo crescimento, sendo considerado como causa principal de doenças como cárie, gengivite, periodontite, infecções bucais e estomatites. Sua estrutura é permeável como resultado da sua porosidade, permitindo que a saliva e outros fluidos, como o fluido gengival e os líquidos provenientes da alimentação, infiltrem-se na placa.

Após uma escovação deficiente, ou a ausência da escovação e do uso do fio dental, faz com que restos alimentares permaneçam na cavidade oral e iniciem a formação da placa bacteriana.

As pessoas geralmente desenvolvem a placa porque as bactérias estão em constante crescimento em nossa cavidade oral, de maneira que muitas vezes não conseguimos vê-las. Esta placa, permanecendo alojada nos dentes e nas estruturas bucais, iniciam o processo de irritação e inflamação da gengiva, o que se chama de gengivite.

A gengivite causa na gengiva um aspecto avermelhado, inchado e com sangramento. Uma vez que a gengivite não seja diagnosticada e tratada pode avançar para uma doença periodontal.

A doença periodontal é uma doença infecto-inflamatória que acomete os tecidos de suporte que conhecemos como gengiva e os de sustentação compostos pelo cemento, ligamentos periodontais e osso dos dentes. Essa doença tem como principal característica a perda da inserção óssea, do ligamento periodontal e a destruição dos tecidos ósseos adjacentes.

Quando essa película se torna mineralizada, ou seja endurecida e escurecida, passa a ser conhecida como tártaro. Para uma remoção eficaz dessa placa endurecida se faz necessária a limpeza com um profissional, por um procedimento chamado de tartarotomia. Neste procedimento, o cirurgião-dentista remove a placa bacteriana mineralizada com o auxílio de instrumentos (curetas e ultrassom).

Existem cremes dentais e enxaguantes bucais que prometem impedir a formação do tártaro. Podem até ajudar, mas nada substitui uma perfeita higienização com escovas, creme dental com flúor e fio dental”, esclarece Robson Caumo – Ortodontista e Especialista em DTM – Disfunção Temporo-Mandibular.

As consequências da placa bacteriana em nossa boca

A alteração do equilíbrio do ecossistema bacteriano da nossa boca pode causar:

  • A halitose, ou mau hálito, que é deflagrada por vários fatores, começando pela boca. A má higiene bucal permite que restos de alimentos se acumulem na superfície da língua, entre os dentes ou no tecido, fazendo com que essas bactérias, que existem naturalmente na boca, quebrem as partículas de restos de alimentos, liberando substâncias químicas com forte odor.
  • Inflamação das gengivas: as bactérias são introduzidas entre a gengiva e o dente, e iniciam um processo que, inicialmente, é chamado de gengivite.
  • Inflamação do periodonto: o estágio avançado da doença citada acima, quando não curada, começa a acometer outras estruturas mais profundas, conhecidas como periodonto, ligamentos periodontais e osso.
  • Inflamação em estágio mais avançado, que os citados acima ameaça a estrutura óssea, podendo levar a perda do elemento dentário.

Como bactérias podem afetar a nossa saúde

A nossa saúde começa pela boca, e é assim que a saúde bucal afeta diretamente todo o  nosso sistema, consequentemente comprometendo nosso organismo.

Estudos comprovam, por exemplo, que infecções como a cárie ou a periodontite podem desencadear doenças cardíacas. Mas este não é o único caso em que a relação de doenças que acometem o corpo estão relacionadas a doenças orais.

É na nossa boca que podemos ter as primeiras manifestações de outras doenças que estão nos afetando, além de nos informar sobre deficiências nutricionais, vitamínicas e outras que podem estar acometendo o organismo.

Uma das explicações para esta situação se refere ao grande número de bactérias que se alojam sob as nossas gengivas, e que podem passar ao sangue e afetar alguns órgãos do nosso corpo, aumentando também os níveis de inflamação.

A seguir são apresentados alguns exemplos do que uma má saúde dentária e bucal pode acarretar:

Problemas cardíacos

Pesquisas apontam que pacientes com periodontite têm o risco aumentado de sofrer um primeiro infarto do miocárdio. Pode acontecer mesmo após serem monitoradas variáveis ​​como diabetes e tabagismo.

Vários tipos de bactérias causadoras de periodontite comumente são encontrados nas artérias do coração.

Endocardite bacteriana

A endocardite bacteriana é uma doença causada geralmente por bactérias bucais que caem na corrente sanguínea e alojam na porção mais interna do coração (endocárdio), principalmente nas válvulas cardíacas. Os microrganismos chegam ao coração através do sangue e se instalam em lesões do mesmo, originando um coágulo infeccioso, e consequentemente a formação da endocardite bacteriana.

É importante ressaltar que a maioria dos casos de endocardite infecciosa é causada por bactérias, mas a doença também pode ser provocada por fungos.


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Com a presença das bactérias na circulação sanguínea podem ocorrer lesões, inflamações ou infecções nos dentes ou nas gengivas, doenças da pele, Doenças Sexualmente Transmissíveis – DSTs, processos inflamatórios no intestino. Partilha de agulhas e seringas, uso de cateter, intervenções médicas e/ou odontológicas, entre outros procedimentos podem levar a estas doenças, pois atuam como porta de entrada para esses microrganismos.

Vale lembrar que, nem sempre a presença de bactérias no sangue significa que a pessoa irá desenvolver doenças como a endocardite bacteriana pois, em muitos casos, as bactérias passam pelo coração e não se instalam, não gerando a infecção.

Pneumonia

As infecções orais podem levar ao aumento da probabilidade de risco de pneumonia.

Úlcera estomacal

A boca é possivelmente o reservatório de bactérias que podem causar as úlceras estomacais.

Diabetes

As doenças periodontais têm sido associadas ao diabetes e também podem aumentar o risco de complicações relacionadas à essa condição.

Infecções orgânicas

As bactérias orais afetam nosso sistema imunológico, causando o aparecimento de infecções em outros órgãos, inclusive no trato respiratório.

Artrite reumatóide

Pesquisas sugerem que a perda de um dente, sinal de doença periodontal (gengival), pode predizer a artrite reumatóide (AR), assim como a sua gravidade. Quanto menos dentes presentes, maior o risco de AR.

Dicas para você eliminar a placa dentária

A higiene oral, quando realizada com eficiência no seu dia a dia, faz com que tenhamos um índice de redução da placa bacteriana.

Escovar os dentes regularmente, pelo menos duas a três vezes ao dia, e usar o fio dental, reduz o acúmulo de restos alimentares na boca.

No entanto, seguem algumas dicas para eliminar a placa dental:

  • Cor da placa: A placa é quase invisível, por isso, um truque para identificá-la melhor e eliminá-la é colorir os dentes. Existem produtos no mercado que, se mastigados, deixam a placa vermelha, tornando-a visível, o que facilitará sua remoção.
  • Não subestime a língua: Lembre-se que a língua e as bochechas também fazem parte da boca, e a placa também pode-se acumular nestas estruturas. Depois que seus dentes estiverem escovados, tire um minuto para escovar a língua e as bochechas. Isso também ajudará a manter o hálito fresco por mais tempo.
  • Lembre-se de usar o fio dental: Com a escovação dos dentes, corre-se o risco de não eliminar completamente a placa, mas simplesmente movê-la de um lado para o outro, acomodando-a entre os espaços dos dentes. Por isso, é importante usar o fio dental ao menos uma vez ao dia para eliminar todos os resíduos de comida acomodados entre os dentes, diminuindo assim o risco de inflamação.
  • Use o enxaguante bucal antiplaca: Embora não seja de importância vital, após a escovação dos dentes e o uso do fio dental, deve-se utilizar um enxaguante bucal antiplaca. Ele vai ajudar a eliminar os últimos resíduos da boca.
  • Evite alimentos açucarados e ricos em amido: As bactérias presentes na cavidade oral se desenvolvem mais quando alimentos ricos em açúcar e amido são mastigados, liberando ácidos que podem levar à cárie e outras doenças gengivais.

A placa bacteriana sendo tratada pelo cirurgião dentista

A higiene bucal diária, por mais meticulosa que seja, pode não ser suficiente para eliminar completamente a placa. Para evitar que alguns restos alimentares causem danos aos dentes, é recomendável que sempre se consulte um cirurgião dentista.

Recomenda-se que as visitas ao profissional sejam frequentes, a cada seis meses, para que seja feita uma avaliação e a manutenção da cavidade oral ou, se necessário, realizar o tratamento para o problema apresentado naquele momento.

Quando falamos de placa bacteriana, esta se desenvolve desde como uma película até sérias doenças bucais em estágios mais avançados. Para os casos mais avançados, recomenda-se o tratamento junto ao profissional especializado (limpeza, raspagem supra e subgengivais e uso de aparelho ultra-som) e, especialmente, para remoção da placa endurecida e as incrustações de tártaro, com a certeza de uma boca novamente saudável.

Quais os tratamentos caseiros que existem?

Os remédios caseiros

Abaixo seguem algumas maneiras naturais que se pode usar para remover a placa bacteriana e o tártaro dos dentes:

  • Escove regularmente os dentes com um movimento constante e calmo durante três minutos. Escovar os dentes cerca de 30 minutos após cada refeição ajudará a reduzir a quantidade de placa bacteriana e tártaro;
  • Use creme dental fluoretado, que ajudará a reparar qualquer dano aos seus dentes, especificamente do esmalte, protegendo contra o ácido e a cárie;
  • Use um creme dental com controle de tártaro;
  • Use bicarbonato de sódio como creme dental, que tem propriedades abrasivas que auxiliam a remover a placa bacteriana e o tártaro. Pode-se usar uma mistura de água e bicarbonato de sódio;
  • Use o gel de aloe vera com água, bicarbonato de sódio e um pouco de suco de limão para limpar os dentes;
  • O ato de mastigar vegetais crus pode ajudar a limpar os dentes;
  • Finalize a escovação com enxaguante bucal, pois ele pode atingir espaços de difícil acesso da boca e dos dentes;
  • Use um raspador dental que pode ajudar a remover a placa bacteriana e o tártaro.

Lembre-se de que, além de utilizar estes remédios caseiros, é fundamental melhorar os hábitos diários de higiene oral. Incorporar o uso do fio dental após cada escovação e usar um enxaguante bucal antibacteriano para remover o tártaro acumulado nos dentes, e visita regularmente ao profissional de saúde, com certeza contribuirão positivamente no combate a esta condição.

A placa bacteriana atinge a gengiva?

A placa é uma das causas mais comuns de distúrbios gengivais. Bactérias usam os açúcares contidos nos alimentos para produzir ácidos que podem irritar as gengivas. Podem também consumir o esmalte dos dentes,  causando as cáries.

As toxinas liberadas por bactérias são capazes de inflamar e danificar o tecido gengival circundante, estimulando o organismo a enviar mais sangue para a área afetada. Isso causará o sangramento gengival quando realizar a escovação dos dentes.

Se não for removido com o uso diário da escova e do fio dental, a placa eventualmente vai endurecer e tornar-se tártaro. Trata-se de um cálculo com formação mineral facilmente visível, e se estiver acima do nível da gengiva, o sinal mais comum é uma cor marrom ou amarela nos dentes na região da margem gengival.

A presença de bactérias pode fazer com que as gengivas recuem dos dentes, deixando pequenos espaços ou “bolsas” onde mais placas podem se acumular. Com o tempo, essas bolsas acabam ficando mais profundas, enfraquecendo os ossos e outros tecidos que sustentam e protegem os dentes.

Como prevenir a placa bacteriana?

A formação de placa bacteriana é algo recorrente na cavidade oral. No entanto, é necessário agir diariamente para a sua remoção e, assim, garantir uma saúde bucal muito mais saudável.

Praticando higiene bucal satisfatória, ou seja, uma escovação correta, acompanhada de um creme dental adequado (para crianças, no mínimo três vezes ao dia, e para adultos no mínimo duas vezes ao dia), a cavidade bucal ficará quimicamente balanceada, diminuindo assim o risco da proliferação de bactérias e seus acometimentos.

Além disso, o uso do fio dental e/ou escovas interdentais agem como parceiros no combate às bactérias que se alojam entres os dentes e em locais onde as cerdas das escovas não alcançam.

Restringir o consumo de açúcares e ácidos faz com que as bactérias fiquem menos nocivas ao ataque a cavidade oral.

Para impedir a ocorrência de cárie dentária, é importante visitar o dentista regularmente e realizar uma limpeza dentária profissional a cada 6 meses. Nestas limpezas, o profissional removerá a placa bacteriana e o tártaro que podem ter se alojado em áreas que não são visíveis, onde uma boa escovação não foi feita.

 

 Dra Victória Régia Tappis Alberto

CRO 61909

Cirurgiã Dentista

Especialista em Ortodontia e Ortopedia Facial dos Maxilares

 

Postado em 10/10/2018.


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