{"id":3014,"date":"2011-03-22T11:59:56","date_gmt":"2011-03-22T11:59:56","guid":{"rendered":"http:\/\/sorridentsfranchising.wordpress.com\/?p=3014"},"modified":"2011-03-22T11:59:56","modified_gmt":"2011-03-22T11:59:56","slug":"a-ex-sacoleira-que-ficou-milionaria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sorridents.com.br\/business\/a-ex-sacoleira-que-ficou-milionaria\/","title":{"rendered":"Dra Carla no IG"},"content":{"rendered":"<h3>Empres\u00e1ria que vendia \u00e1gua na porta da faculdade construiu imp\u00e9rio com 160 cl\u00ednicas odontol\u00f3gicas espalhadas pelo Brasil<\/h3>\n<p><strong>Danielle Nordi, iG S\u00e3o Paulo<\/strong> | <cite>19\/03\/2011 07:49<\/cite><\/p>\n<p><cite><a href=\"https:\/\/sorridents.com.br\/business\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/dra-carla-ig.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3015\" title=\"dra carla ig\" src=\"https:\/\/sorridents.com.br\/business\/wp-content\/uploads\/2011\/03\/dra-carla-ig.jpg\" alt=\"\" width=\"353\" height=\"292\" srcset=\"https:\/\/sorridents.com.br\/business\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2011\/03\/dra-carla-ig.jpg 353w, https:\/\/sorridents.com.br\/business\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2011\/03\/dra-carla-ig-250x207.jpg 250w, https:\/\/sorridents.com.br\/business\/wp-content\/uploads\/sites\/2\/2011\/03\/dra-carla-ig-120x99.jpg 120w\" sizes=\"(max-width: 353px) 100vw, 353px\" \/><\/a><\/cite><\/p>\n<p>Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar em Carla Sarni? Talvez n\u00e3o, mas as chances de conhecer a rede de cl\u00ednicas odontol\u00f3gicas que ela fundou s\u00e3o maiores. A Sorridents, maior rede da Am\u00e9rica Latina, est\u00e1 presente em mais de 125 localidades do pa\u00eds. Em breve, este n\u00famero aumentar\u00e1 para 160, j\u00e1 que muitas franquias vendidas est\u00e3o em fase de implanta\u00e7\u00e3o. Mas aos 37 anos ela quer mais. Est\u00e1 de olho no mercado de Portugal e Angola. O objetivo \u00e9 um s\u00f3: ser a maior do mundo no ramo.<\/p>\n<p>\u201cSempre tive o dom para os neg\u00f3cios. Quando eu tinha uns 12 anos ganhei da minha m\u00e3e alguns carret\u00e9is com linha. Coloquei dentro de uma bacia e fui para a frente do mercado central da minha cidade. Levei duas cadeiras e ficava chamando as pessoas com a frase \u2018entra, entra freguesia, chucha dinheiro na bacia\u2019. Vendi tudo e comprei uma bicicleta cor de rosa\u201d, conta a empres\u00e1ria com um bom-humor muito caracter\u00edstico.<\/p>\n<p><strong>Roupas, bombons e garrafas de \u00e1gua<\/strong><br \/>\nEla vem de uma cidade pequena do interior de S\u00e3o Paulo, Pitangueiras. O pai era motorista de \u00f4nibus circular e a m\u00e3e vendia queijos e requeij\u00e3o e, quando conseguiu juntar um dinheiro, comprou uma pequena loja onde come\u00e7ou a vender roupas. Carla cursava magist\u00e9rio pela manh\u00e3. Ela frisa que a \u00fanica raz\u00e3o para estudar para ser professora era porque o curso era gratuito. Durante a tarde ajudava a m\u00e3e e no per\u00edodo noturno freq\u00fcentava as aulas do ensino m\u00e9dio, antigo colegial. Quando seu primo perguntou se ela n\u00e3o queria ir com ele para Minas Gerais prestar vestibular de odontologia, a vida da empres\u00e1ria tomou um novo rumo.<\/p>\n<p>\u201cEu fui porque a inscri\u00e7\u00e3o n\u00e3o era cara e porque ele disse que ia ter muitas festas. N\u00e3o achei que poderia ser aprovada\u201d, confessa. Depois da boa not\u00edcia, veio o balde de \u00e1gua fria. A m\u00e3e, comerciante que contava o dinheiro no fim do m\u00eas e lutava para pagar as contas com o lucro da loja e o sal\u00e1rio do marido, disse que n\u00e3o tinha condi\u00e7\u00f5es de sustent\u00e1-la em outra cidade e ainda mais comprar os materiais did\u00e1ticos t\u00e3o caros que o curso exigia. Ela n\u00e3o desistiu e pediu permiss\u00e3o para tentar se manter sozinha. A experi\u00eancia seria de apenas seis meses. Se n\u00e3o desse certo, Carla voltaria para sua cidade para terminar o magist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Foi ent\u00e3o que ela come\u00e7ou a retirar roupas da loja da m\u00e3e e vender nas rep\u00fablicas de Alfenas, cidade mineira onde cursou faculdade. O per\u00edodo integral de estudos n\u00e3o desanimava a aluna. Depois das aulas ela visitava as casas de estudantes e vendia seus produtos. Quando as roupas acabavam, ela fazia bombons. Na \u00e9poca de vestibular, ia para a porta da faculdade vender garrafas de \u00e1gua. E desta forma ela se manteve no curso e ainda mandava o dinheiro que sobrava para ajudar os pais. \u201cFui apelidada de sacoleira, mas foi assim que eu me formei\u201d, lembra.<\/p>\n<p><strong>Consult\u00f3rio em cima da padaria<\/strong><br \/>\nDepois de se formar, Carla resolveu vir para S\u00e3o Paulo. Morava de favor na casa de um tio e come\u00e7ou a procurar emprego. N\u00e3o foi aprovada num processo seletivo de um consult\u00f3rio que ficava em cima de uma padaria, na Vila C\u00edsper, zona leste da capital. Mesmo com a negativa, a empres\u00e1ria esperou todos os candidatos irem embora e refor\u00e7ou ao dentista que, caso o profissional escolhido desistisse da vaga, ela precisava muito daquele emprego. Dias depois, ele a contratou.<\/p>\n<p>\u201cDepois de tr\u00eas meses, formava fila na porta por pessoas que queriam ser atendidas por mim\u201d, afirma. Ainda na \u00e9poca que estava na faculdade sua av\u00f3 e uma tia come\u00e7aram a pagar um carn\u00ea de presta\u00e7\u00f5es para uma cadeira de dentista para Carla. Quando a cadeira saiu, ela informou o dono da cl\u00ednica que iria embora. Foi quando ele lhe prop\u00f4s que ela comprasse o consult\u00f3rio. Ela pagou 12 mil reais em 10 parcelas. E come\u00e7ou a expandir alugando as salas ao lado.<\/p>\n<p>Enquanto trabalhava, pagava um cons\u00f3rcio de um autom\u00f3vel. \u201cQuando meu carro saiu, eu pensei: \u2018vou deixar de ser pobre\u2019. Mas, justamente nesta \u00e9poca, um im\u00f3vel perto do meu consult\u00f3rio foi colocado \u00e0 venda. Eu dei meu carro como entrada e financiei o resto em 15 anos. Depois da\u00ed, tudo come\u00e7ou a mudar.<\/p>\n<p><strong>Faturamento de 104 milh\u00f5es de reais<\/strong><br \/>\nEm menos de 10 anos, Carla e alguns dentistas parceiros j\u00e1 possu\u00edam 23 unidades da Sorridents. Em 2004, ela e o marido formataram o sistema de franquia e hoje a empresa \u00e9 a maior do ramo, na Am\u00e9rica Latina, com 160 cl\u00ednicas odontol\u00f3gicas. O faturamento do ano passado foi de 104 milh\u00f5es de reais e o esperado para este ano \u00e9 a quantia de 120 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Com o dinheiro vieram pesadas 16 horas de trabalho por dia, falta de tempo para atividades cotidianas, como ir ao mercado, e tamb\u00e9m para a fam\u00edlia. M\u00e3e de dois filhos, um de oito e outro de sete anos, Carla n\u00e3o participava mais da rotina das crian\u00e7as. H\u00e1 quatro anos, seu filho mais velho ficou dias internado numa UTI (unidade de terapia intensiva). Foi quando ela decidiu rever suas prioridades.<\/p>\n<p>\u201cHoje a minha agenda depende dos meus filhos. Almo\u00e7o em casa de duas a tr\u00eas vezes por semana e, durante o per\u00edodo de prova dos meninos, eu chego em casa \u00e0s sete da noite e tomo a mat\u00e9ria at\u00e9 \u00e0s nove. Depois volto a trabalhar l\u00e1 mesmo. O fim de semana tamb\u00e9m \u00e9 da minha fam\u00edlia. A gente adora sair para comer fora, ir ao teatro e ao cinema\u201d.<\/p>\n<p>Tirando os filhos, o restante do tempo \u00e9 dedicado integralmente aos neg\u00f3cios. A manicure e o cabeleireiro v\u00e3o na sua casa e shopping nem pensar! \u201cS\u00f3 compro roupa ou sapatos quando realmente preciso. N\u00e3o tenho tempo de ficar zanzando nas lojas. Tamb\u00e9m s\u00f3 pago o que considero justo. N\u00e3o vou gastar cinco mil reais com uma bolsa aqui no Brasil, se posso compr\u00e1-la por menos da metade nos Estados Unidos ou na Europa\u201d.<\/p>\n<p><strong>\u201cSou extremamente econ\u00f4mica\u201d<\/strong><br \/>\nO que mudou com dinheiro e sucesso? \u201cBasicamente temos muito mais conforto. Al\u00e9m disso, posso viajar para todos os lugares que sempre quis conhecer. N\u00e3o d\u00e1 para tirar per\u00edodos longos de f\u00e9rias, mas quando podemos, eu e meu marido, pegamos as crian\u00e7as e vamos passear. Hoje em dia eu at\u00e9 desligo o celular\u201d, conta Carla.<\/p>\n<p>A fam\u00edlia tamb\u00e9m possui um \u201cref\u00fagio\u201d para os fins de semana: uma casa dentro de um condom\u00ednio fechado no Guaruj\u00e1, litoral de S\u00e3o Paulo. \u201cNa praia a gente sai para andar de bicicleta com as crian\u00e7as e curtimos muito este momento com a fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p>A empres\u00e1ria conta que \u00e9 econ\u00f4mica por natureza. \u201cN\u00e3o consigo sair gastando dinheiro sem pensar. Sei que tive que renunciar a muitas coisas na minha vida pessoal, por isso dou muito valor a tudo que conquisto. Na minha casa, por exemplo, fazemos mercado \u00e0s quartas-feiras, dia em que legumes e frutas est\u00e3o em promo\u00e7\u00e3o. Meus filhos s\u00f3 ganham presentes em datas comemorativas e se eles quebram algum brinquedo, precisam juntar o dinheiro de suas mesadas para comprar outro. Eu sempre falo que n\u00e3o vou repor algo que eles n\u00e3o cuidaram. Acredito que eles d\u00e3o muito valor ao que t\u00eam e que j\u00e1 entendem que \u00e9 preciso trabalhar muito para ter sucesso e uma vida confort\u00e1vel\u201d, completa Carla.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Empres\u00e1ria que vendia \u00e1gua na porta da faculdade construiu imp\u00e9rio com 160 cl\u00ednicas odontol\u00f3gicas espalhadas pelo Brasil Danielle Nordi, iG S\u00e3o Paulo | 19\/03\/2011 07:49 Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar em Carla Sarni? Talvez n\u00e3o, mas as chances de conhecer a rede de cl\u00ednicas odontol\u00f3gicas que ela fundou s\u00e3o maiores. 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